o ritmo dos passos de uma criança sonolenta
o olhar da amiga que confidencia a noite passada
um sorriso que sai sem véspera
a sombra que as aquelas árvores pintam no chão
o nuvens e sua dança em um céu de dia feio

a poesia no banal
a arma mais poderosa contra
a rotina, robotização e o capital.

meu olhos cansados batem crachá mas resistem.
afinal, ternura também é revolução.

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